domingo, 5 de fevereiro de 2012

Filme 2 Coelhos é cinema pop brasileiro, com perseguições e explosões

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

O filme de estreia do diretor Afonso Poyart é quase também uma estreia do cinema nacional em terreno até então pouco explorado. No Brasil, o gênero de ação parece dialogar com mais facilidade com produções centradas no realismo urbano – caso do megassucesso de 2010, Tropa de Elite 2, dirigido por José Padilha. Em 2 Coelhos, Poyart deixa de lado essa linguagem já assimilada pelo grande público (Tropa 2 fez mais de 10 milhões de espectadores), para investir em referências pop, perseguições hollywoodianas e uma trama de gato e rato pouco comum.

O roteiro, assim como a montagem e a produção, é de autoria de Poyart. Claramente influenciado pelo cinema frenético de Quentin Tarantino, em que violência, belas mulheres e filmes de animação se conjugam, 2 Coelhos bebe da mesma fonte: explosões de carros pelas ruas de São Paulo, Alessandra Negrini como musa e grafismos de videogame. No liquidificador, o resultado é uma estreia visualmente empolgante, que se destaca, a princípio, pela estética inovadora (no mercado interno). Mas que não perde de vista a consistência do roteiro, um tanto ambicioso. Como se cada sequência tivesse a obrigação de conduzir o espectador em um vai e vem que exige concentração do espectador mais preguiçoso.

Edgar (Fernando Alves Pinto) é um jovem que acabou de voltar de uma temporada de dois anos em Miami (e nós não sabemos bem o porquê). “Cansado de ser espremido entre a criminalidade e a poder público corrupto”, é o que nos informa a sinopse, ele resolve bolar um plano que faz colidir bandidos e políticos desonestos (de certa forma, um pleonasmo). Essa narrativa introdutória, o espectador verá, não é lá muito útil ou necessária para acompanhar o desenrolar do filme. Aos poucos, a trama que se esconde por trás da inquietação de Edgar vem à tona, e revelá-la previamente pode estragar o prazer de ver o protagonista cada vez mais, digamos, enrolado.

Por Guilherme Carréra, do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Fonte: Pernambuco.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Josh Trank comenta a possibilidade de dirigir o reboot de Quarteto Fantástico

Diretor despista rumores que dão seu nome como certo em uma nova adaptação.

Artur Lopes

Há poucos dias, o site Variety publicou a informação de que a Fox estaria designando o novato diretor Josh Trank (do ainda inédito "Poder Sem Limites") para assumir um reboot de "Quarteto Fantástico" nos cinemas. Procurado pelo site Super Hero Hype, o cineasta desviou qualquer rumor que crava seu nome como certo no reinício da franquia.

"Eu sei tanto quanto vocês", disse. Trank revelou que está realizado com seu novo filme, "Poder Sem Limites", e que não tem planos para assumir um novo filme de super-heróis. "Não tenho nada a dizer. "Poder Sem Limites" é exatamente o tipo de filme de super-heróis que eu queria fazer e daqui para frente quero trabalhar em algumas ideias mais originais e coisas diferentes que estou desenvolvendo", completou.

Até o momento, é dito que a Fox vai esperar o desempenho de "Poder Sem Limites" nos cinemas para então fazer um convite formal a Josh Trank para assumir o reboot. O primeiro filme do cineasta foi filmado no "estilo câmera na mão" (assim como "Atividade Paranormal" e "Cloverfield") e mostra a história de três adolescentes comuns que, de repente, ganham super poderes e começam a fazer coisas que nunca pensariam que pudessem. Inicialmente, eles se divertem com a novidade, porém quando as pegadinhas aprontadas tornam-se perigosas demais, os três terão que aprender a lidar com a grande responsabilidade que veio junto com esses poderes inimagináveis. O longa estreia dia 03 de fevereiro no Brasil.

Fonte: Cinema com Rapadura

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CINEMA | Estreias de Filmes da Semana

Confira agora os filmes que chegam às telas em 3 de fevereiro.

Histórias Cruzadas

A história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA, acompanha Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone), jovem que acabou de se graduar e quer virar escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, Skeeter encontra um tema em duas mulheres negras: Aibileen (Viola Davis), empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas, mas chora a perda do próprio filho, e Minny (Octavia Spencer), cozinheira de mão cheia que não arruma emprego porque não leva desaforo dos patrões para casa.

Drama - (The Help) EUA, 2011. Direção: Tate Taylor. Elenco: Emma Stone, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer, Viola Davis. Duração: 146 min. Classificação: 12 ANOS.

À Beira do Abismo

A história acompanha uma policial (Elizabeth Banks) especializada em negociar com suicidas que tenta demover um ex-policial de Nova York e fugitivo da justiça (Sam Worthington) a desistir de se jogar de um arranha-céus.

Thriller/ Ação - (Man on a Ledge) EUA, 2011. Direção: Asger Leth. Elenco: Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Ed Harris. Duração: 102 min. Classificação: 12 ANOS.

Viagem 2: A Ilha Misteriosa

Na continuação de Viagem ao Centro da Terra - O Filme, Sean (Josh Hutcherson) embarca com seu padrasto (Dwayne "The Rock" Johnson) em uma viagem à Ilha Misteriosa dos livros de Júlio Verne. Vanessa Hudgens e Luis Guzmán interpretam os nativos de uma ilha do Pacífico que acabam se envolvendo na aventura e Michael Caine é o avô aventureiro do garoto.

Aventura - EUA, 2011. Direção: Brad Peyton. Elenco: Josh Hutcherson, Dwayne Johnson, Kristin Davis, Vanessa Hudgens, Michael Caine Duração: a definir. Classificação: 10 ANOS.

A Bela e A Fera 3D

Relançamento em 3D do clássico do clássico da Disney, seguindo o sucesso do relançamento de O Rei Leão em terceira dimensão nos cinemas.

Animação - (The Beauty and The Beast 3D) EUA, 2012. Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise. Elenco: Paige O'Hara, Robby Benson. Duração: 84 min. Classificação: LIVRE.

A Filha do Mal

O filme de exorcismo acompanha uma mulher (interpretada pela brasileira Fernanda Andrade) levada a acreditar que a sua mãe assassinou três pessoas porque estava louca. Quando ela descobre que os assassinatos ocorreram durante um ritual exorcista, ela parte em busca da verdade, ao lado de uma equipe de filmagens para documentar a sua investigação.

Horror - (The Devil Inside) EUA, 2012. Direção: William Brent Bell. Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth. Classificação: 16 ANOS.

A distribuidora não exibiu o filme para a imprensa

Fonte: Omelete

Veja cinco refilmagens marcantes do cinema

Com a estreia de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", relembre remakes que diferenciam-se das versões originais

A estreia de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", de David Fincher, evidencia um procedimento rotineiro em Hollywood: a refilmagem (ou remake). Basta pegar uma história ou roteiro feito alguns anos antes, de preferência bem-sucedido, dar uma roupagem inédita e jogá-la de volta nos cinemas.

A proposta pode simplesmente abranger uma nova versão a partir do material original, o mais comum e o que mais se assemelha a uma reciclagem. É o que a indústria cinematográfica em geral faz com projetos estrangeiros: "O Turista", "Deixe-me Entrar", "Vanilla Sky", "Diabolique" e a avalanche de filmes de horror dos anos 2000 baseados nos originais japoneses ("O Chamado", "O Grito", "Água Negra") são bons exemplos.

Mas Hollywood costuma até rever seus próprios projetos sem muita inovação. Alfred Hitchcock já fez isso na década de 1950, ao refilmar em cores nos Estados Unidos, em 1956, "O Homem que Sabia Demais", seu filme britânico de 1934. O diretor pagou o pato décadas depois, quando Gus Van Sant resolveu refazer plano a plano o suspense "Psicose". Outro que reviu sua obra, também sem impacto, foi o talentoso Michael Haneke, com "Funny Games - Violência Gratuita", primeiro em alemão (1997) e depois, em inglês (2007)

Felizmente, nem sempre é assim, como no caso do primeiro capítulo da série "Millennium". O livro "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", de Stieg Larrson, já havia ganhado uma versão sueca em 2009, mas David Fincher voltou ao romance e criou sua própria visão da história.

Os cinco filmes abaixo tiveram sorte similar: novas abordagens do original, com maior ou menor sucesso.

"Planeta dos Macacos"

A primeira adaptação de "Planeta dos Macacos", de 1968, baseada no romance do francês Pierre Boulle, inaugurou a franquia que virou febre nos anos 1970. Por conta de recursos escassos, a produção do diretor Franklin J. Schaffner não era tão futurista quanto no livro, que falava de engenhocas e máquinas voadoras. Mesmo assim, a abordagem direta fez com que o filme tivesse muito mais impacto do que a refilmagem estilizada de Tim Burton.

O orçamento 20 vezes maior, os avanços na maquiagem e cenários suntuosos não garantiram simpatia alguma ao remake, sem contar a injustiça que é comparar os dois protagonistas (Charlton Heston, no original, e Mark Walhberg). Burton manteve o final do livro, mas é o primeiro longa que permanece imortal. A decisão da Fox de reiniciar a franquia com "Planeta dos Macacos: A Origem" e não mexer nos originais se mostrou acertada, tanto que o filme foi um sucesso de público e crítica.

"Bravura Indômita"

A princípio um folhetim numa revista semanal, depois um best-seller nos Estados Unidos, o romance homônimo de Charles Portis ganhou as telas pela primeira vez em 1969, numa versão comandada por Henry Hathaway, pau-mandado dos estúdios.

Numa época em que a contracultura ganhava as ruas, "Bravura Indômita" serviu como uma despedida à Hollywood de antigamente. Usando tapa-olho e lenço rosa no pescoço, John Wayne ganhou um Oscar por seu papel como o xerife Rooster Cogburn. Tudo era antiquado: figurinos, enquadramentos, trilha sonora, casting.

Em 2010, os irmãos Joen e Ethan Coen resolveram voltar ao livro e fizeram uma adaptação fiel, realista e nada sentimental, estrelada por Jeff Bridges no auge de sua carreira. Recebeu dez indicações ao Oscar (não ganhou nenhuma) e uma recepção avassaladora nas bilheterias.

"Dragão Vermelho"

Publicado por Thomas Harris em 1981, o livro que apresentou ao mundo o psicopata Hannibal Lecter ganhou sua primeira adaptação cinco anos depois pelas mãos de Michael Mann, que dirigiu e escreveu o filme, rebatizado como "Manhunter - Caçador de Assassinos" (embora no Brasil eventualmente as emissoras exibam o longa na TV como "Dragão Vermelho"). William Petersen, famoso depois por seu papel em "CSI", é o protagonista, no papel do detetive que, aposentado depois de capturar Lecktor (Brian Cox) – o personagem teve o sobrenome alterado –, retorna à ativa para ajudar o FBI com outro serial-killer.

O sucesso de "O Silêncio dos Inocentes" (91) e "Hannibal" (2001) motivou um remake do primeiro filme, com Brett Ratner ("A Hora do Rush" e por pouco tempo à frente do Oscar 2012) na direção e Edward Norton e Anthony Hopkins nos papéis principais. A refilmagem, no entanto, não manteve o clima asfixiante e sombrio da versão de Mann, que, apesar de menosprezada à época, ganhou status de cult com o passar dos anos.

"King Kong"

O gigantesco macaco pré-histórico ganhou sua fama com o clássico de 1933. Na história escrita por Edgar Wallace, uma equipe de filmagem ruma para uma remota ilha no Oceano Índico para rodar algumas cenas. Na chegada, nativos sequestram a estrela (Fay Wray) e a oferecem em sacrifício a Kong. O macaco, no fim das contas, é capturado e levado como atração circense a Nova York.

"King Kong" marcou época pelos efeitos especiais desafiadores, em stop-motion, e não perdeu o impacto com o passar das décadas. O longa ganhou uma refilmagem de Peter Jackson em 2005, mas antes disso foi recuperado em 1976 pelo produtor Dino De Laurentiis (o mesmo de "Manhunter"). Com Jessica Lange e Jeff Bridges nos papéis principais, a produção setentista foi realocada para os tempos atuais e, ao invés de uma filmagem, a expedição à ilha buscava petróleo.

No lugar do Empire State, o final se passava no World Trade Center. Mal recebido pela crítica, "King Kong" foi um sucesso de bilheteria (assim como a versão de Jackson), mas envelheceu mal: o filme de 1933 era feito com bonecos, o que não sai de moda, ao contrário de uma pessoa fantasiada, caso do segundo King Kong.

"Onze Homens e Um Segredo"

As duas versões são um bom exemplo de como filmar uma mesma história por pontos de vista diferentes - e com resultados positivos. A primeira, de 1960, trazia cinco integrantes do Rat Pack, grupo de astros que costumava trabalhar junto nas produções da época – neste caso, eram Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davis Jr, Peter Lawford e Joey Bishop, acompanhados pelo elemento feminino, Angie Dickinson.

Danny Ocean (Sinatra) comanda um bando de veteranos da Segunda Guerra que planeja roubar cinco cassinos de Las Vegas na mesma noite, aproveitando uma falha elétrica nos caixas de cada um. Quarenta anos depois, Steven Soderbergh fez uma versão deliciosa, mais ágil e tecnológica, mas tão charmosa quanto a original. O bando de ladrões é comandado por George Clooney, com Brad Pitt, Matt Damon e Julia Roberts no elenco. O filme deu tão certo que originou duas sequências, sem o mesmo brilho, mas igualmente bem-sucedidas.

Fonte: Último Segundo - iG

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Divulgada primeira imagem oficial de “007 – Skyfall”.

Conforme havia sido anunciado através do Twitter oficial de James Bond (@007), foi divulgada a primeira imagem oficial de 007 – Skyfall, em primeira mão no mundo inteiro, no site James Bond Brasil.

Em 007 – Skyfall, a lealdade de Bond à M é testada quando o seu passado volta a atormentá-la. Com o MI6 sendo atacado, 007 precisa rastrear e destruir a ameaça, não importando o quão pessoal será o custo disto. No filme, o ator Daniel Craig retorna pela terceira vez na pele do agente secreto James Bond e Judi Dench pela 7ª vez na franquia será “M”, a chefe do MI6. O elenco conta ainda com Javier Bardem como o vilão do filme, Naomie Harris como a agente de campo Eve, Bérénice Marlohe como a Bond Girl Severine, Helen McCrory como a política Clair Dowar, membro do Parlamento Britânico, e os atores Ola Rapace, Albert Finney, Ben Wishaw e Ralph Fiennes, em papéis ainda não divulgados. Confira a imagem abaixo…

Dirigido por Sam Mendes (vencedor do Oscar por “Beleza Americana”) e roteiro escrito por Neal Purvis, Robert Wade e John Logan (“Gladiador”), 007 – Skyfall conta ainda com a trilha sonora composta por Thomas Newman. O filme tem lançamento oficial marcado para o dia 26 de Outubro de 2012 na Inglaterra, e a partir do dia 09 de Novembro no resto do mundo. No Brasil, de acordo com o site oficial, o filme será lançado no dia 02 de Novembro.

Fonte: James Bond Brasil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Assisti SHERLOCK HOLMES: O JOGO DE SOMBRAS - 31/01/12

Assim como o primeiro filme, gostei muito da continuação. Robert Downey Jr. e Jude Law retornam em grande estilo repetindo a boa parceira entre Holmes e Watson. O filme é ágil, tem ótimas cenas de ação e efeitos especiais. Downey Jr. está realmente em grande fase mostrando sua ótima forma dividindo-se entre os protagonistas Sherlock Holmes e Tony Stark, do filme "Homem de Ferro", outro grande sucesso do ator nos anos 2000. Estou ansioso para revê-lo em "Os Vingadores", na pele do vingador milionário.

Oscar 2 - "Tropa 2", "A Pele que Habito", "Tintin"... todos fora!

A premiação do Oscar causa desconforto em muitas pessoas quando começamos a discutir as ausências entre os concorrentes, o que inevitavelmente passa a ser denominado de injustiça.

Entre elas, pelo menos para os brasileiros, a maior delas foi a não indicação de "Tropa de Elite 2", de José Padilha, o filme de maior sucesso comercial na história do nosso cinema. "Tropa 2" tentava uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro, mesma categoria na qual era aguardada a presença do espanhol "A Pele que Habito", de Pedro Almodóvar, mas que também acabou ficando fora da competição.

É possível questionar, igualmente, as faltas que fazem Clint Eastwood como diretor e seu drama "J. Edgar" como melhor filme, além é claro do protagonista Leonardo DiCaprio como melhor ator. Outro nome esquecido é Ryan Gosling, que tanto poderia ter ser indicado por suas interpretações em "Drive", "Amor a Toda Prova" ou em "Tudo pelo Poder" (estes dois últimos, aliás, deram a Ryan Gosling indicações ao Globo de Ouro).

E uma ausência polêmica, que esbarra também em questões técnicas e até políticas, é "As Aventuras de Tintin". Dirigido por Steven Spielberg, "Tintin" foi escolhido o melhor filme de animação no Globo de Ouro, mas nem ao menos apareceu na lista do Oscar. Para a Academia, o argumento é que as regras da instituição dizem claramente que filmes feitos a partir da captura de movimentos (utilizando atores de verdade) não são elegíveis.

O fator político e não colocado na mesa é que "Tintin" é um dos personagens mais populares de Georges Remi, também conhecido como Hergé. E isso tem tudo a ver, na medida em que o mercado norte-americano sempre manteve as portas fechadas aos quadrinhos do franco-belga Hergé, resultado das intrigas políticas entre americanos e belgas desde a Segunda Guerra Mundial e com raízes que remontam à Revolução Americana.

Fonte: CBN Express - Cinema