domingo, 23 de outubro de 2011

Clássico dos mangás e animes, agora com atores de verdade

O quadrinista e diretor japonês Katsuhiro Ôtomo lançou em 1988 o filme "Akira", adaptação para o cinema que se tornou cult da animação entre os cinéfilos e principalmente para os fãs de mangá e anime. A história, passada num futuro não muito distante, acompanhava gangues de jovens motoqueiros que brigavam nas ruas de Neo-Tóquio. Mas quando uma organização governamental descobre que um dos motoqueiros possui poderes psíquicos, ele acaba sendo raptado.

De 1988 para cá o universo dos mangás e animes só cresceu, mas "Akira" continua sendo uma preciosidade no gênero. E por isso mesmo o estúdio Warner Bros. acabou de dar sinal verde para uma nova adaptação, agora em Hollywood e no formato live action (ou seja, filmada com atores de verdade). A Warner já detinha os direitos sobre a obra desde 2008, mas somente agora houve uma definição quanto ao roteiro - a trama vai trocar Neo-Tóquio por Neo-Manhattan - e o orçamento.

Segundo informação publicada pelo periódico Variety, tudo está encaminhado para que o filme comece a ser rodado entre fevereiro e março de 2012, sob a direção do cineasta espanhol Jaume Collet-Serra. Garrett Hedlund é o ator predileto do estúdio para o papel de Kaneda, enquanto o personagem Tetsuo está sendo disputado por Robert Pattinson, Andrew Garfield e James McAvoy. A produção vai ter assinatura de Leonardo DiCaprio, Jennifer Davisson Killoran e Andrew Lazar. E Katsuhiro Ôtomo, da versão original, será o produtor executivo.

Fonte: CBN Express

sábado, 22 de outubro de 2011

Tintin chega ao cinema pelas mãos de Spielberg

De Anne Chaon (AFP)

PARIS, França — Tintin saltou das páginas das histórias em quadrinhos para as telas de cinema pelas mãos do americano Steven Spielberg, que filmou em 3D as aventuras do intrépido repórter, no longa-metragem que estreará em breve em todo o mundo.

"As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne" tem sua estreia mundial neste sábado na capital da Bélgica - terra natal do célebre personagem criado há 80 anos por George Remi, mais conhecido como Hergé -, 30 anos depois de Spielberg pensar pela primeira vez em levar o personagem para o cinema.

O cineasta estava fascinado desde 1981 pelo repórter de topete e sapatos esportivos, que Spielberg considera o antecessor de Indiana Jones, o arqueólogo da saga também dirigida por ele, um dos maiores sucessos da história do cinema.

Desde então ele desejava levar para o cinema as aventuras do jornalista investigador, mas sabia que não queria um filme com atores, nem um desenho animado.

Críticos que já assistiram o filme em Paris consideram que a longa espera valeu a pena e que o diretor de "E.T." conseguiu captar a magia do herói que conquistou várias gerações de amantes dos quadrinhos.

O projeto de Spielberg de filmar Tintin, um personagem quase desconhecido nos Estados Unidos, foi uma aventura desde o início.

O diretor contactou Hergé em 1983 e o belga parecia entusiasmado em trabalhar com o americano, mas o criador de Tintin faleceu antes de um encontro. Foi a viúva do artista, Fanny, quem cedeu ao cineasta os direitos para levar o repórter ao cinema, em 2006, após árduas negociações.

Mas Spielberg teve que esperar pelo desenvolvimento da tecnologia de "motion capture" (captura de movimento) para poder filmar Tintin, que foi coproduzido pelo diretor da saga "O Senhor dos Anéis", Peter Jackson.

Ele desejava utilizar a técnica, na qual os movimentos de atores reais dão vida a personagens digitais por meio de sensores - algo já visto por exemplo nas criaturas azuis de "Avatar" -, para dar mais emoção e expressividade aos personagens.

O britânico Jamie Bell, que interpreta Tintin, vestiu uma roupa especial com pontos eletrônicos, que ao ser captados pela câmeras permitiu aos animadores reproduzir seus movimentos no cinema.

Bell, que interpretou "Billy Elliot" em 2000, compartilha o protagonismo com Andy Serkis (Gollum no "Senhor dos Anéis"), que encarna o Capitão Haddock, enquanto Daniel Craig, o atual James Bond, interpreta a Rackham o Terrível.

Milu, o cão que é o fiel amigo de Tintin, é o único personagem completamente digital do filme, baseado em três histórias em quadrinhos.

O lançamento do filme também tem um caminho distinto ao usual: ao invés de uma estreia nos Estados Unidos, "As Aventuras de Tintin" será exibido primeiro na Europa.

A estratégia é criar uma grande expectativa para a estreia do filme nos Estados Unidos, às vésperas do Natal, que é uma das grandes esperanças de bilheteria de Hollywood.

Fonte: AFP

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Marvel começará Os Vingadores 2 em Homem de Ferro 3

Produtor Kevin Feige comentou a próxima leva de filmes da Marvel.

Neca Boullosa

Em uma entrevista para o The Hollywood Reporter, o produtor Kevin Feige declarou que “Homem de Ferro 3″, que está em pré-produção, será o começo de uma nova era e de uma nova linha narrativa para os próximos filmes da Marvel que irá culminar em “Os Vingadores 2″.

O produtor ainda deixou escapar que, seguindo a linha das cenas pós-créditos que a Marvel adota em seus filmes, a pedra fundamental dessa nova fase será lançada no teaser final de “Os Vingadores”.

“Homem de Ferro 3″, que terá direção de Shane Black, estreia em maio de 2013, “Thor 2” em novembro de 2013 e “Capitão América 2″ ainda não tem data oficial, mas só deve chegar em 2014. “Os Vingadores 2″ só deve vir depois de todos estes filmes, ou seja, por volta de 2015, ou até 2016.

Fonte: Cinema com Rapadura

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quentin Tarantino escala ex-astro de "Miami Vice" em seu novo filme

O ator Don Johnson participou de alguns filmes bem recentes, como "Quando em Roma" e "Machete", ambos lançados em 2010. Mas por sua aparição de pouco destaque, alguns até o colocariam naquela velha brincadeira do "por onde anda fulano de tal". Pois Don Johnson, que nos anos de 1980 era um dos maiores astros da televisão com série "Miami Vice", logo mais estará no elenco do novo trabalho na direção de Quentin Tarantino.

A informação, publicada pelo diário "Variety", a mais importante publicação da indústria cinematográfica de Hollywood, diz que Johnson irá interpretar um fazendeiro no longa "Django Unchained", um filme no gênero western que ainda terá no elenco Leonardo DiCaprio (outro fazendeiro, mas o vilão da trama), Jamie Foxx, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson, Gerald McRaney e Kurt Russell. "Django Unchained" vai contar a história de Django (Foxx), um escravo que após conquistar sua liberdade acaba se transformando num caçador de recompensas. Ainda segundo a "Variety", o filme deve chegar à telas americanas em dezembro de 2012. O lançamento no Brasil ainda não foi confirmado.

Fonte: CBN Express - Cinema

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Os Três Mosqueteiros: releitura se preocupa apenas com o entretenimento

Paul W.S. Anderson atualiza a história dos mosqueteiros e traz diversão aos cinemas, ainda que seja questionável seu compromisso com a aventura de Alexandre Dumas.

Diego Benevides

A tecnologia tem possibilitado experiências visuais e estéticas cada vez mais apuradas no cinema. Talvez por isso os realizadores estejam obcecados pela ideia de que releituras de clássicos produzidos no cinema podem chamar atenção mais uma vez do público. Nem todos conseguem fazer jus ao material original, reverenciar a película outrora lançada ou trazer algo novo para o cinema. Ainda que a questão da fidelidade à obra adaptada seja sempre levada em conta, um filme deve ser analisado por si e precisa se sustentar em sua proposta.

O cineasta Paul W.S. Anderson sabia que podia contar com a tecnologia atual a seu favor, mas entrou em uma armadilha ao aceitar o comando a nova versão de “Os Três Mosqueteiros”. O clássico de Alexandre Dumas, o Pai, data de 1844, e já teve alguns experimentos no cinema (em 1993, lançado pela Disney, além das ótimas versões de 1948 – com Gene Kelly – e 1973 – com Cristopher Lee) e na TV (como a série animada da HBO produzida por Hanna-Barbera em 1968). O trunfo de Anderson não foi apenas usar o 3D, mas um orçamento gigantesco para suas acrobacias tecnológicas. O resultado foi um filme divertido, ainda que incomode os fãs mais tradicionais que talvez não compreendam que universo o cineasta quis construir nessa releitura livre de Dumas.

Na trama, D’Artagnan (Logan Lerman) conhece os lendários mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Aramis (Luke Evans) e Porthos (Ray Stevenson) após vários desentendimentos. Eles acabam caindo em uma nova aventura que pode ameaçar uma nova guerra entre França e Inglaterra e precisam unir forças para evitá-la. Entre os empecilhos estão a espiã Milady de Winter (Milla Jovovich), Duque de Buckingham (Orlando Bloom), o corrompido Cadeal Richelieu (Christopher Waltz) e seu agente Rochefort (Mads Mikkelsen). Em uma mistura de pitadas de humor, lutas de espadas e batalhas aéreas, os personagens precisam provar que a bravura está acima de qualquer dificuldade.

O roteiro de Alex Litvak (“Predadores”) e Andrew Davies (dos dois “Bridget Jones”) toma total liberdade para recontar a história de Dumas. Para isso, eles se atualizam em um prólogo interessante envolvendo as desenhos de Leonardo para uma espécie de navio voador, que pode servir de estratégia de guerra para as nações. Enquanto traições são arquitetadas, os mosqueteiros precisam, acima de tudo, encontrar um novo motivo para viver uma aventura e, estimulados pelo jovem D’Artagnan, aceitam resgatar uma joia que pode comprometer as relações entre França e Inglaterra.

O argumento, na realidade, é tratado quase como uma desculpa para que espadas sejam cruzadas. Isso quer dizer que não há muita profundidade naquilo tudo que nos é apresentado, com a única intenção de dar espaço para a ação. O roteiro acerta principalmente no alívio cômico, definindo seus personagens. As batalhas quase épicas, principalmente no ato final, retomam constantemente o fôlego do espectador, que se vê imerso em diversão pura. Afinal, “Os Três Mosqueteiros” sempre foi, acima de qualquer bravura que quisesse expor, uma diversão.

Para que a diversão seja bem desenvolvida, Anderson contou principalmente com efeitos visuais grandiosos. Ainda que seja possível perceber a presença exagerada do kroma key, as sequências são auxiliadas por uma direção de arte impecável assinada pelo supervisor Nigel Churcher, que conta em sua bagagem com “Amélia” e “Scott Pilgrim Contra o Mundo”, além de já ter trabalhado com Anderson em “Resident Evil 2” e “Corrida Mortal”. O figurino de Pierre-Yves Gayraud, o mesmo de “Perfume – A História de um Assassino”, é cheio de glamour. Não se pode dizer o mesmo da trilha sonora, sempre exagerada e que não consegue discernir entre som direto, edição de som e trilha instrumental.

Sobre o elenco, questionável desde o anúncio da refilmagem, o quarteto principal encarna com vigor os seus personagem, destoando de uma Milla Jovovich caricata e um Orlando Bloom canastrão. Não ver Christopher Waltz brilhar incomoda, mas como uma sequência é praticamente certa (visto o gancho ao final do filme), talvez seu Cardeal consiga crescer mais nas próximas aventuras.

O uso do 3D não impressiona, se resumindo praticamente a enfiar espadas no rosto do público. Ainda que muito seja observado do Anderson que dirigiu “Resident Evil” e inspirações inevitáveis em “Piratas do Caribe”, este novo “Os Três Mosqueteiros” pelo menos traz o que faltou em alguns blockbusters deste ano: entretenimento, mesmo que passageiro.

Fonte: Cinema com Rapadura

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Novo filme da franquia "007" já tem um vilão

Javier Bardem está mesmo na crista da onda. Na semana passada, aqui mesmo neste boletim, anunciamos que o ator espanhol estava prestes a estrelar sua primeira animação, emprestando a voz a um personagem na sequência de "Meu Malvado Favorito". Bardem continua ocupando as manchetes internacionais e agora para confirmar que estará no elenco do próximo episódio da franquia "007".

Bardem revelou o fato em entrevista ao programa da TV americana "Nightline", quando disse foi escalado para ser um vilão em "Bond 23" (apenas um título provisório, já que este será o 23º filme da série). Ainda que tenha sido questionado, o ator não quis dar mais detalhes sobre o papel. Mas o importante mesmo é que, ao que tudo indica, agora sim o projeto do novo "007" caminha a passos largos, depois de alguns anos de indecisões e cancelamentos. Daniel Craig, que assumiu o personagem do agente britânico no filme "007 Cassino Royale" e repetiu a dose em "007 Quantum of Solace", já acertou os detalhes para seu retorno como protagonista.

A Bond Girl, personagem que em qualquer filme da série é sempre disputado por várias beldades do mundo todo, por enquanto ainda não foi definida. As últimas notícias, no entanto, dão conta de que Naomie Harris - vista em dois episódios de "Piratas do Caribe" ("O Baú da Morte" e "No Fim do Mundo") estaria em negociações. O filme terá a direção de Sam Mendes (famoso por "Beleza americana"), que faz sua estreia como diretor de um filme da franquia. Os executivos do projeto ainda não têm previsão para o lançamento do próximo James Bond, mas a aposta é para que isso ocorra em 2012.

Fonte: CBN Express - Cinema

segunda-feira, 17 de outubro de 2011