terça-feira, 6 de setembro de 2011

007 | Boatos colocam brasileira na disputa por vaga no filme

Ana Araujo estaria conversando para viver uma Bond Girl

Érico Borgo

Tabloides ingleses adoram tentar adivinhar quem será a próxima Bond Girl. Esses jornais de fofoca trazem semanalmente supostas notícias "quentes" sobre a próxima beldade que dividirá as telas com Daniel Craig na aventura a ser dirigida por Sam Mendes. Esse típo de anúncio também é frequentemente plantado para evidenciar o nome de pessoas que pretendem entrar na indústria do cinema.

Isso não é novidade e a maioria das vezes não damos qualquer espaço para esse tipo de informação, mas quando o TheDailyStar afirma que a Bond Girl do vigésimo terceiro filme da série será brasileira, a notícia é necessária - pelo menos para apaziguar os ânimos, já que não deve demorar para que toda a imprensa nacional comece a publicar o boato como fato.

Segundo o jornal, a modelo Ana Araujo, namorada do Rolling Stone Ron Wood, está na lista de candidatas para o papel. Ela estaria discutindo a possibilidade com os produtores do filme. Obviamente, o estúdio não se pronunciou ainda sobre o elenco, o título ou qualquer informação mais detalhada sobre o longa a não ser a data de estreia: 9 de novembro de 2012.

Sam Mendes começa a dirigir em novembro, no tradicional Pinewood Studios (subúrbio de Londres). Daniel Craig viverá o espião pela terceira vez e Judi Dench fará M pela sétima vez.

Bond 23 já tem roteiro pronto, escrito pelos veteranos de franquia Neal Purvis e Robert Wade ao lado de Peter Morgan (Frost/Nixon). A Sony Pictures vai cofinanciar a produção da MGM e cuidará da distribuição na maioria dos territórios, entre eles o Brasil.

Fonte: Omelete

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Arquivo X | Terceiro filme segue previsto para 2012

Gillian Anderson acredita que o prazo será cumprido

Érico Borgo

No final do ano passado, David Duchovny falou que o terceiro longa-metragem de Arquivo X estrearia em dezembro de 2012, "para combinar com fim do mundo".

Agora foi a vez de Gillian Anderson, a Agente Scully, falar a esse respeito. Ela está divulgando o filme Johnny English e comentou que espera que a nova aventura dos agentes do departamento secreto do FBI que investiva o inexplicável seja lançada no ano que vem.

Com apenas um ano e quatro meses pela frente, parece difícil que o filme consiga cumprir tal prazo, especialmente porque a 20th Century Fox sequer deu o sinal verde à produção ainda. De qualquer maneira, se isso acontecer no futuro próximo e o longa tiver um escopo semelhante ao segundo filme, a data ainda poderia ser cumprida.

O produtor Frank Spotnitz quer a volta das raízes da série, como ele comentou em 2009.

Fonte: Omelete

domingo, 4 de setembro de 2011

Apollo 18 , que estreia amanhã, mostra missão secreta que virou terror para dois astronautas

A Apollo 17, lançada no 17 de dezembro de 1972, foi a última missão tripulada enviada à Lua. No ano seguinte, porém, dois astronautas americanos teriam sido enviados em uma missão secreta, que supostamente é revelada no suspense Apollo 18, que chega amanhã aos cinemas brasileiros.

O longa de ficção segue o estilo mostrado em filmes como A Bruxa de Blair, Cloverfield - Monstro e Atividade Paranormal. As imagens, entregues ao espectador como se fossem reais, foram supostamente filmadas por pessoas que estão dentro dos acontecimentos, com imagens amadoras.

Os fatos aterrorizantes mostrados no filme, o primeiro em inglês dirigido pelo espanhol Gonzalo López-Gallego, justificam por que nunca mais americanos ou soviéticos, em tempos de Guerra Fria, enviaram seus astronautas para a Lua.

Um dos cartazes do filme entrega de certa forma o que se espera do falso documentário Apollo 18, filmado a um custo de apenas US$ 5 milhões: ao lado de uma pegada humana no solo lunar, há uma outra, de uma criatura com três dedos.

A missão mostrada no longa é feita por apenas dois astronautas, interpretados por Lloyd Owen e Warren Christie. Nenhum dos dois tem o nome revelado e ambos são os únicos personagens a aparecer no filme, que tem roteiro do estreante Brian Miller.

A história pode até ser falsa, mas, durante 88 minutos, ela ganha contornos terrivelmente reais.

Fonte: Diversão & Arte - Destak

sábado, 3 de setembro de 2011

Assisti AMOR A TODA PROVA - 01/09/11

Gostei muito do filme que se confirmou um ótimo programa para fazer com a namorada. Steve Carell vem me agradando a cada filme que assisto e seu jeito meio sem jeito, numa história em que deixa de ser um homem traído para tornar-se um galanteador nato, além das outras situações que envolvem outros personagens me agradou muito.

Achei o filme bem amarrado, divertido e por que não romântico. Além de Carell o filme conta com um elenco muito bacana liderado por Julianne Moore, Marisa Tomei e Kevin Bacon, que sempre me agradam. Achei bem legal.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estreias de Filmes da Semana

Confira agora os filmes que chegam às telas em 2 de setembro.

O Homem do Futuro

Zero é um cientista genial, mas arrogante e infeliz, que há 20 anos foi humilhado publicamente na faculdade e perdeu o grande amor de sua vida, Helena. Prestes a ser demitido, Zero aciona, antes de totalmente concluído, o acelerador de partículas mais barato do mundo. O experimento dá errado, o cientista acidentalmente volta ao passado - e se vê diante da chance de alterá-lo.

Comédia/Ficção científica - Brasil, 2011. Direção: Cláudio Torres. Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Maria Luisa, Gabriel Braga Nunes, Fernando Ceylão. Duração: 103 min. Classificação: 10 anos.

Um Conto Chinês

Um rabugento e metódico dono de uma casa de ferragens acaba, inesperadamente, tendo que ajudar um chinês que não fala uma palavra em espanhol.

Comédia - (Un Cuento Chino) Argentina, 2011. Direção: Sebastián Borensztein. Elenco: Ricardo Darín, Muriel Santa Ana, Javier Pinto, Ignacio Huang. Duração: 93 min. Classificação: 12 anos.

Apollo 18

O suspense de ficção científica explora as teorias da conspiração sobre a missão espacial Apollo 18, cancelada na década de 1970 pela NASA. A trama revelará que a missão existiu - e depois dela nem EUA nem União Soviética ousaram pisar na Lua de novo. O russo Timur Bekmambetov produziu para a Weinstein Company o filme a toque de caixa, que o madrilenho Gonzalo Lopez-Gallego (El Rey de la Montaña) dirigiu.

Ficção científica - (Apollo 18) EUA, 2011. Direção: Gonzalo López-Gallego. Elenco: Warren Christie, Lloyd Owen. Duração: 88 min. Classificação: 12 anos.

Submarino

Dois irmãos vivem vidas problemáticas depois de um trauma no passado. Nick é um ex-presidiário recluso que reencontra seu irmão, que tenta lidar com o filho e seu vício em heroína.

Drama - Dinamarca, 2010. Direção: Thomas Vinterberg. Elenco: Peter Plaugborg, Jakob Cedergren, Patricia Schumann, Gustav Fischer Kjaerulff, Mads Broe Andersson. Duração: 105 min. Classificação: 16 anos.

Estreia em Porto Alegre e Vitória.

Deu a Louca na Chapeuzinho 2

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau são chamados para tentar desvendar o desaparecimento de João e Maria.

Animação - (Hoodwinked 2: Hood vs. Evil) EUA, 2010. Direção: Miek Disa. Elenco: Hayden Panettiere, Bill Hader, Joan Cusack. Duração: 86 min. Classificação: livre.

Pacific

Registros feitos por turistas, que filmam tudo e a todo instante, durante sete dias, em um cruzeiro para o arquipélago de Fernando de Noronha.

Documentário - Brasil, 2009. Direção: Marcelo Pedroso. Duração: 72 min. Classificação: não definida.

Estreia em São Paulo.

Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual

Mariana e Martín são vivem em edifícios de uma mesma rua, mas nunca conseguem se encontrar.

Drama - (Medianeras) Argentina, 2011. Direção: Gustavo Taretto. Elenco: Pilar López de Ayala, Javier Drolas. Duração: 89 min. Classificação: 12 anos.

A Viagem de Lúcia

Lea e Lucia tem personalidades opostas mas desenvolvem grande afeto. Quando Lea consegue um emprego na Patagônia, Lucia percebe que deve lutar para não perder a pessoa que trouxe cor à sua vida.

Drama - (Il Richiamo) Itália/Argentina, 2010. Direção: Stefano Pasetto. Elenco: Sandra Ceccarelli, Francesca Inaudi, Cesar Bordon, Guillermo Pfening. Duração: 93 min. Classificação: 14 anos.

Estreia em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A Fuga da Mulher Gorila

Duas irmãs atravessam as estradas do Rio de Janeiro, em uma Kombi, apresentando um espetáculo circense.

Drama - Brasil, 2009. Direção: Felipe Bragança e Marina Meliande. Elenco: Flora Dias, Morena Catonni, Alberto Moura Jr., Pedro Freire. Duração: 82 min. Classificação: 10 anos.

Estreia no Rio de Janeiro.

Na próxima semana: Cowboys & Aliens, Larry Crowne - O Amor Está de Volta, Os Monstros, Riscado, Além da Estrada, Uma Doce Mentira. Sujeito a alterações por parte das distribuidoras.

Fonte: Omelete

Planeta do Macacos supera hegemonia de Smurfs nas bilheterias brasileiras

Em seu primeiro final de semana de estreia, Planeta dos Macacos: A Origem conseguiu superar Os Smurfs, que há três semanas seguidas liderava as bilheterias brasileiras.

O prequel de Planeta dos Macacos arrecadou R$ 5,6 milhões de reais e levou em torno de 523 mil pessoas ao cinema.

A trama gira em torno do jovem cientista Will Rodman (James Franco - 127 Horas), que está à frente de uma pesquisa para encontrar a cura para o Alzheimer. Quando decidem fazer testes em macacos, os resultados vão além do esperado: os chipanzés adquirem uma super inteligência e começam a questionar os seres humanos.

Caindo para o segundo lugar, Os Smurfs faturou R$ 3,7 milhões em sua quarta semana, seguido pelo herói de quadrinhos Lanterna Verde, com R$ 3 milhões.

Em quarto lugar está a comédia estrelada por Cameron Diaz (O Besouro Verde), como a professora politicamente incorreta que faz de tudo para conseguir dinheiro para um implante de silicone. Professora Sem Classe arrecadou R$ 1,2 milhão.

Por fim, em quinto lugar, temos o estreante Amor A Toda Prova. A história fala sobre o quarentão Cal Weaver (Steve Carell - Um Jantar Para Idiotas) que, após anos de casamento, se surpreende com um pedido de divórcio e tem que reaprender a ser solteiro novamente. O longa arrecadou R$ 859 mil e teve um público de 75 mil pessoas.

Confira abaixo a lista das 10 maiores bilheterias brasileiras do último final de semana.

1. Planeta dos Macacos: A Origem - R$ 5,6 milhões
2. Os Smurfs - R$ 3,7 milhões
3. Lanterna Verde - R$ 3 milhões
4. Professora Sem Classe - R$ 1,2 milhão
5. Amor A Toda Prova - R$ 859 mil
6. O Rei Leão 3D - R$ 760 mil
7. Capitão América: O Primeiro Vingador - R$ 381 mil
8. A Árvore da Vida - R$ 365 mil
9. Assalto ao Banco Central - R$ 365 mil
10. Onde Está a Felicidade? - R$ 238 mil

Fonte: Cineclick - UOL

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diretor de A Mulher Invisível mergulha em máquina do tempo com O Homem do Futuro

Heitor Augusto

No meio da centena de filmes que são lançados – ou jogados, dependendo do aporte financeiro – no circuito comercial está um realizador que busca ter no público o reconhecimento de sua assinatura.

Não nos moldes da “política dos autores” consagrada pela crítica francesa, mas na expectativa de que, quando um espectador ler “Claudio Torres” num pôster, consiga associá-lo a Redentor, A Mulher do Meu Amigo, A Mulher Invisível e, mais recentemente, O Homem do Futuro, a nova incursão do cineasta carioca numa história fantástica. Desta vez, com a parceria de Wagner Moura, Alinne Moraes e Gabriel Braga Nunes.

“É... talvez seja um sonho ter o meu público”, sorri, marotamente, o diretor em entrevista exclusiva ao Cineclick em São Paulo. Com um discreto sotaque carioca, o filho de Fernanda Montenegro e irmão de Fernanda Torres continua. “É um desejo. Pessoas que viram A Mulher Invisível talvez gostem de O Homem do Futuro e aí digam: ‘Ah, é do Claudio Torres’, assim como dizem que é um filme do Jabor, do Cacá Diegues, do Bressane”.

Na intenção de ter seus filmes reconhecidos pelo público, Torres indica que Redentor, de 2004, seu primeiro longa após 12 anos trabalhando com audiovisual, foi um divisor de águas. “A força da figura feminina nos meus dois últimos filmes vem dele, um filme sem amor”.

“Com o primeiro longa, entendi a indústria do cinema, a questão do público, o distribuidor, a crítica, como é difícil levantar um filme e que, geralmente, se você se propõe a estar naquele lugar [de realizador], tem de almejar algum público no seu país ou um reconhecimento internacional por alguma outra instância, contribuir pra gramática do cinema internacional. Essa eu abandonei, não tento por aí”.

Está aí a principal chave do cinema de Claudio Torres: a aspiração com uma linguagem mais arriscada, que resultou no imperfeito, mas louvável, Redentor, deu lugar a opções narrativas mais seguras: Torres não esconde e não ter vergonha de assumir que busca que seus filmes sejam vistos por muitos.

“Passada quase uma década, gosto muito mais do Redentor, um filme respeitado pela crítica, mas que não foi muito visto. E a gente sabe que um filme para se pagar tem de ter, pelo menos, 800 mil espectadores”. O primeiro longa do cineasta chegou a 247 mil espectadores, enquanto A Mulher Invisível alcançou 2,3 milhões.

Porém, ao contrário de outros pares, a busca de Torres pelo seu público não se transforma em arrogância e menosprezo pela crítica.

De Volta para o Futuro

Em seu quarto longa-metragem, o cineasta volta a fugir do registro realista. Se em A Mulher Invisível mostrou o solitário Selton Mello inventando a companheira dos sonhos, desta vez coloca Wagner Moura na pele de um cientista maluco que volta no tempo para recuperar a mulher que perdeu na faculdade.

“O realismo não é algo que me atrai. Gosto das hipóteses fantásticas, até porque o teatro e o cinema são os lugares onde isso pode acontecer e, dentro disso, evidentemente, viver o drama humano, este sim real. A desilusão, a mágoa e o ressentimento do personagem do Wagner são coisas muito reais que as pessoas experimentam”, avalia.

Na trama, Zero (Moura) é um cientista que cria, por acidente, uma máquina que o leva para o passado. Mais precisamente, a uma noite de novembro de 1991 quando, ainda na faculdade, levou um fora da garota mais popular, Helena (Alinne Morais), e foi achincalhado publicamente.

Não são poucas as semelhanças com o enredo da sequência De Volta Para o Futuro II, no qual os personagens usam o conhecimento sobre fatos políticos e econômicos do passado para influir em sua conta bancária do futuro. Também há citações visuais a Solaris, de Andrei Tarkovsky.

Apesar de semelhanças, o registro de O Homem do Futuro é outro. “Tentei fazer um filme pop, sabe? Romântico, mas pop”, define o cineasta. A música de Renato Russo exerce papel fundamental na ambientação: o filme não seria o mesmo sem Tempo Perdido, canção que integra o álbum Dois (1986), do Legião Urbana.

“Escolhi ambientar o filme em 1991 por duas razões. Primeiro, acho que é um período fácil para o público reconhecer. Collor estava no auge naquele momento. Segundo, a Legião já havia lançado o álbum Quatro Estações”. Torres trabalhou como diretor de arte nesse CD.

Porém, o arranjo da canção foi mais alegre e menos fossa à Joy Division como a versão do álbum. Não foi fácil convencer Wagner Moura a cantar novamente uma música da Legião num filme. “Ele já havia feito isso em Vips. Num momento, pensamos até em Tim Maia, mas chegou uma hora em que a letra daquela música, aquele negócio de “O que foi prometido ninguém prometeu” pegou. Pedi para cantar de novo e vamos nessa”, conta, sob risos, Claudio Torres.

A reportagem do Cineclick não podia ter cutucado a onça com vara curta: Claudio Torres é um fã inveterado de Renato e da Legião, capaz de falar muitos minutos sobre o assunto quando provocado, lembrar os primeiros shows violentos da banda e sacramentar que “é a maior banda que o Brasil já teve”, afirmação que este repórter discorda. Mas o tempo da entrevista se encerra.

Fonte: Cineclick - UOL