segunda-feira, 11 de julho de 2011

007 | Tabloide diz que Naomie Harris, Javier Bardem e Ralph Fiennes estão confirmados

Atriz fará Miss Moneypenny no vigésimo-terceiro filme da série

Marcelo Hessel

O 23º filme da franquia 007 está ganhando três nomes que já eram especulado há meses. Segundo o Daily Mail, embora a MGM e a Sony não tenham anunciado ainda, Naomie Harris (Ninja Assassino), Javier Bardem e Ralph Fiennes estão confirmados no próximo Bond.

Harris viverá Miss Moneypenny, velha conhecida da franquia que, na era Daniel Craig, ainda não havia aparecido. Segundo o tabloide, ela não será uma mera secretária, e sim a principal assistente de M (Judi Dench). Bardem e Fiennes serão dois antagonistas, mas seus papéis continuam um mistério.

O diretor Sam Mendes começa a dirigir em novembro, no tradicional Pinewood Studios (subúrbio de Londres). Bond 23 (que pode se chamar Red Sky at Night, segundo os rumores) já tem roteiro pronto, escrito pelos veteranos de franquia Neal Purvis e Robert Wade ao lado de Peter Morgan (Frost/Nixon).

A Sony Pictures vai cofinanciar a produção da MGM e cuidará da distribuição na maioria dos territórios, entre eles o Brasil. O novo 007 estreia em 9 de novembro de 2012.

Fonte: Omelete

domingo, 10 de julho de 2011

Bridget Jones | Diretor de Bridesmaids pode assumir o terceiro filme

Paul Feig e o trio de protagonistas começam negociações

Marcelo Hessel

Agora que Bridesmaids já é o maior sucesso da carreira de produtor de Judd Apatow, o diretor do filme, Paul Feig, começa a receber mais propostas. Uma delas é o terceiro O Diário de Bridget Jones.

Segundo o tabloide Daily Mail, Feig está ansioso para rodar um filme em Londres e, atualmente, negocia para assumir o longa - que já está sendo pensado há anos, mas só começou a sair do papel recentemente, quando a criadora da personagem, Helen Fielding, começou a escrever o terceiro livro da série, 12 anos depois do lançamento do segundo.

Como Feig mostrou em Bridesmaids que sabe fazer humor com mulheres, isso pode dar uma arejada na franquia. Ainda de acordo com o tabloide, Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant estão interessados em voltar, mas, como no caso de Feig, tudo ainda está em negociação.

O terceiro livro - que pode ou não ser adaptado com ao pé da letra - fala da vontade de ser mãe que Bridget Jones tem aos 30 e poucos anos.

Fonte: Omelete

sábado, 9 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 | Crítica

Série se despede entre erros e acertos

Érico Borgo

A divisão de Harry Potter e as Relíquias da Morte em duas partes deu ao primeiro filme um ritmo nada usual (e louvável) em filmes de grande orçamento. A excepcional Parte I entregou a ação para Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 de forma acelerada, tornando o último longa-metragem que adapta a série literária também diferente em estrutura. Trata-se, afinal, de uma longa catarse fragmentada por momentos de respiro.

São várias cenas de ação separadas pelos momentos de drama pessoal de Harry Potter (Daniel Radcliffe, em seu melhor momento), que precisa lidar com a consciência de que seu levante contra as forças de Voldemort (Ralph Fiennes) está matando seus amigos. Para cada vitória, cada Horcrux encontrada e eliminada, ele se despede de um aliado. Tais momentos são verdadeiros em emoção - funcionam para o fã (ouviam-se soluços na exibição a cada instante desses), mas também ao "trouxa" - e são bem-sucedidos ao explorar ótimos personagens esquecidos dos filmes anteriores. A Professora McGonagall (Maggie Smith), por exemplo, tão importante nos primeiros filmes e relevada aos bastidores nos mais recentes, assume posição de destaque, assim como Neville Longbottom (Matthew Lewis), o professor Flitwick (Warwick Davis) e tantos outros.

A primeira metade do filme, conduzida com esmero por David Yates, é irretocável. Desde a invasão do Banco de Gringotes, em que a representação do dragão é inspiradíssima (uma verdadeira aula de como se contar uma história através dos detalhes), até a mobilização da defesa da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Nela, estudantes e professores se estruturam em determinada expectativa pelo ataque dos exércitos de Voldemort, que atacam em sequências de batalha muitas vezes violentas e sem receio de mostrar cadáveres e sangue (tanto que por pouco a classificação etária do filme no Brasil não subiu para 14 anos). Tudo em um ótimo, ainda que convertido, 3-D estereoscópico que trabalha muito bem a ambientação e os momentos de deslumbramento.

Até aí, tudo perfeito. O grande desfecho, porém, desmorona perante a imaginação do leitor. Cenas importantes, como a morte de Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter), estão entre as piores. Essa, especificamente, entra sem qualquer antecipação dramática e perde-se assim um dos grandes (e mais aguardados) momentos da saga. Outra que pareceu apressadíssima é a volta de Harry Potter, que rola do colo de Hagrid (que estava onde mesmo?) em uma cena quase inadvertidamente cômica. Com o discurso de Neville acontecendo simultaneamente, escapa aos realizadores uma bela oportunidade de criar uma elipse ali, remover alguns embates vazios que ocorrem a seguir, e trazer o final ao momento que parecia pronto para recebê-lo.

Assim, o final é falho justamente ao não se permitir, como todos os longas anteriores fizeram, desvios em relação à obra original. Não é tudo que funciona nas páginas que fica ideal nas telas, especialmente neste momento climático. A adaptação erra ao não usar a antecipação dos fatos conhecidos do livro corretamente. Se quase toda a audiência já sabe o que virá a seguir (um sujeito perto de mim no cinema recitava as falas), por que não alterar seu caminho para ampliar a surpresa, o drama e seu desfecho?

Ao fã que já vai ao cinema esperando o jogo ganho (em nota pessoal, o que mais recebo são e-mails de leitores exigindo nota máxima antes de sequer assistir ao filme), Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II deve, claro, funcionar a contento. Nada mais justo, afinal trata-se de uma das séries mais respeitosas a seu material original, que ao mesmo tempo buscou inovar com cineastas diferentes e apresentar ao grande público visões distintas de uma história. Mas se a série literária teve como grande contribuição o despertar de toda uma geração pela leitura e até a criação de suas próprias histórias (Harry Potter é campeã online de fanfics), que os filmes - seus erros e acertos - também tenham seu papel como formadores e sirvam como oportunidade para o público refinar o olhar, de refletir sobre aquilo que está consumindo.

Fonte: Omelete

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Estreias de Filmes da Semana

Confira agora os filmes que chegam às telas em 8 de julho.

Cilada.com
Depois de trair a sua namorada (Fernanda Paes Leme), Bruno (Bruno Mazzeo) vira sensação no "InTube" quando ela coloca na rede o vídeo de uma transa rápida dos dois. Agora com fama de ejaculador precoce, Bruno tenta correr atrás do prejuízo.

Comédia - Brasil, 2011. Direção: José Alvarenga Jr. Elenco: Bruno Mazzeo, Fernanda Paes Leme, Carol Castro, Fúlvio Stefanini, Sérgio Loroza. Duração: 95 min. Classificação: 14 anos.

O Ursinho Pooh
Corujão envia a turma de Pooh - Tigrão, Abel, Leitão, Bisonho, Can & Guru - numa jornada para salvar Christopher de um bandido imaginário.

Infantil - (Winnie the Pooh) EUA, 2011. Direção: Stephen J. Anderson, Don Hall. Duração: 69 min. Classificação: Livre.

Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres
Cinebiografia do ícone musical francês Serge Gainsbourg.

Drama - (Gainsbourg, Vie Heroique) França, 2010. Direção: Joann Sfar. Elenco: Eric Elmosnino, Lucy Gordon, Laetitia Casta. Duração: 130 min. Classificação: 16 anos.

Estreia em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Corações Perdidos
Um homem de negócios se afastou gradativamente da sua esposa agorafóbica depois que a filha do casal morreu. Quando ele perde também sua amante, fica ainda mais sem rumo - até que, em uma viagem de negócios a Nova Orleans, conhece a stripper de 16 anos Mallory.

Drama - (Welcome to the Riley's) EUA, 2010. Direção: Jake Scott. Elenco: James Gandolfini, Melissa Leo, Kristen Stewart, David Jensen, Eisa Davis. Duração: 110 minutos. Classificação: 16 anos.

Estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Daquele Instante em Diante
Documentário musical sobre a trajetória do músico Itamar Assumpção, desde os anos da vanguarda paulista na década de 1980 até a sua morte aos 53 anos.

Documentário - Brasil, 2011. Direção: Rogério Velloso. Duração: 110 min. Classificação: não definida.

Na próxima semana: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, Loup - Uma Amizade para Sempre, Filhos de João - O Admirável Mundo Novo Baiano. Sujeito a alterações por parte das distribuidoras.

Fonte: Omelete

quinta-feira, 7 de julho de 2011

X-Men - Primeira Classe | Fox começa a discutir continuações

Estúdio manterá as duas linhas temporais nos seus x-filmes?

Marcelo Hessel

Com cerca de US$ 335 milhões arrecadados no mundo todo, obviamente X-Men - Primeira Classe torna-se candidato dentro da 20th Century Fox a ganhar uma continuação.

Segundo o Coventry Telegraph, o estúdio está "discutindo continuações internamente". Os executivos estariam satisfeitos com o trabalho do diretor Matthew Vaughn e com a boa resposta da crítica ao filme.

Não há muita novidade aí, mas vai ser interessante acompanhar os rumos que a Fox dará à franquia, agora que Primeira Classe começa a estabelecer uma linha temporal própria. A produtora Lauren Shuler Donner já sondou Bryan Singer para dirigir X-Men 4 e prosseguir com a linha do tempo da trilogia, mas o mercado comporta essa saturação de mutantes?

Fonte: Omelete

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os Pinguins do Papai: Jim Carrey volta ao gênero que o consagrou

O dia em que seis pinguins provaram a teoria da superioridade animal sobre o homem.

Jader Santana

A nova empreitada do rei das caras e bocas do humor norte-americano atesta o dom extraordinário colocado em suas mãos: não importa o filme, não importa a classificação indicativa, não importa o nível das piadas, Jim Carrey sempre terá um público fiel que dará risada de suas graças como se elas fossem o que há de mais cômico nos últimos 30 anos. Conclusão feita logo no primeiro parágrafo, não há muito o que se argumentar. Vá ao cinema sabendo exatamente o que te espera e, por favor, não se assuste com a reação desmedida do seu vizinho de poltrona quando o protagonista levar uma bolada nas partes baixas, em mais uma reprodução da piada mais humanamente reproduzida na história do humor no cinema.

Mas, afinal, quem quer saber de originalidade quando os anseios para o final de semana incluem necessariamente algo bobo o suficiente para fazer rir sem a necessidade de algum esforço intelectual? E levando em conta os motivos que encontramos para rir nos últimos tempos, um grupo sapeca de pinguins parece a maior das graças. “Os Pinguins do Papai” são bobos, meigos, infantis e dotados daquelas feições que causam grunhidos comovidos em quem vê: “owwwnnnn”. É bem verdade que sem o auxílio da computação gráfica, talvez, eles não fossem dotados do mesmo potencial carismático que exibem em toda a duração do longa, mas isso não importa quando se esparramam em fofura ao lago de Carrey.

Carrey é Carrey. Nunca vai mudar. E depois de tanto tempo, tantas repetições e tantos dólares no bolso, parece óbvio que ele não queira. Afinal, foi aquela salada mista de trejeitos e caretas que colocou mais de US$ 20 milhões em seu cofrinho por um único filme, o irrisório “O Pentelho”, de 1996. É verdade que seu cachê vem caindo filme após filme – a realidade é essa para a maioria dos grandes astros de Hollywood – e agora sua conta bancária talvez não esteja tão pomposa quanto esteve nas últimas duas décadas, mas Carrey está lá, de peito empertigado e honradas rugas de sabedoria, fazendo o que faz de melhor (ou pior): caras e bocas.

Sua originalidade se limita ao contexto em que seu personagem se insere, o de pai de família que convive com a culpa por não ser mais próximo dos filhos. Até bem antes de seu último filme, “O Golpista do Ano” (2009), Carrey não havia se envolvido em outro projeto de cunho familiar. O último, e talvez único até então, havia sido “O Mentiroso” (1996), cuja história já é conhecida daqueles que gastaram tardes inteiras na frente da TV nos primeiros anos da década passada.

Em “Os Pinguins do Papai”, todo o exagero cênico do astro é inserido em um contexto tragicômico, em que pequenos problemas familiares são tratados como dramas épicos. E tudo parece teatral demais, desde a filha adolescente, dissolvida em lágrimas pela cafajestice do pretendente, até a esposa do protagonista, tocada em seu íntimo pela lição de vida retirada dos pinguins.

Todos os exageros parecem evaporar quando Carrey entra em cena como o papai pinguim preocupado com os ovos da ninhada. Em um dos momentos mais constrangedores de sua carreira, o ator deita, rola, reza e chora por um ovo irremediavelmente gorado. Que me desculpem os ovosensíveis, mas essa é a verdade…

Capitão, Fedor, Lesado, Galã, Matraca e Bicão. Atores desconhecidos do grande público. Guarde esses nomes e perceba como são eles que oferecem ao público as melhores atuações do filme. Capitão exibe uma desenvoltura raramente vista em cena, com um perceptível instinto de comando sobre o restante do elenco. Fedor, com sua veia cômica, conseguiu reviver o humor escatológico de um John Waters em “Pink Flamingos”.

E falando em humor, repare no trabalho de Lesado, um fiel representante da comédia pastelão de Chaplin e “O Gordo e o Magro”. Galã, além de bonito, parece crescer como ator cena após cena. Tem tudo para roubar o próximo papel de Clooney ou Depp. O grande destaque de Matraca é sua potência vocal, o que sinaliza um possível convite para os próximos musicais de Rob Marshall. Bicão exibe aquela rusticidade charmosa de Marlon Brando, Jeff Bridges e Clint Eastwood. Cuidado com o coração!

Fonte: Cinema com Rapadura

terça-feira, 5 de julho de 2011

Transformers 3: franquia fracassada continua a desagradar

Em “O Lado Oculto da Lua”, Michael Bay presenteia o público com os mais impressionantes efeitos especiais, enquanto esquece de todo o resto.

Darlano Didimo

Pelo menos até agora, parece que os grandes estúdios de cinema e as distribuidoras nacionais tiraram as férias para bombardear o público com lindas paisagens, impressionantes efeitos especiais e muito barulho e ação, enquanto o conteúdo é esquecido. Depois de “Carros 2” decepcionar como o pior filme da ainda assim esplêndida Pixar, agora é a vez de “Transformers: O Lado Oculto da Lua” adentrar a sala escura clamando para que a audiência desligue o cérebro e se contente com a técnica. Porque não há nada além de bom a ser apreciado na continuação da já fracassada franquia de Michael Bay.

Não que se esteja cobrando uma história inteligente, que intrigue e provoque reflexões. Mas uma trama plausível, minimamente interessante, que ao menos respeite um fato histórico, é o recomendável. Este ano, “X-Men: Primeira Classe” provou que isso é sim possível. No entanto, as pretensões de Bay fogem de qualquer interesse intelectual. Jogar seus robôs contra prédios, fazê-los se atracarem e se perseguirem pelas ruas, e ainda tentar tirar alguma graça disso tudo, é o medíocre e único objetivo do longa. Se você se satisfaz só com o que foi citado, “sorte” a sua. “Transformers 3” é a sua melhor opção nos cinemas.

Não que ela interessa, mas a sinopse gira em torno da já batida rivalidade entre Autobots e Decepticons. Desta vez, o roteiro de Ehren Kruger ousa utilizar em seu favor (o que acaba virando um boicote) a badalada ida do homem à lua, causada aqui pela queda de uma espaçonave vinda de Cyberton, o planeta dos robôs. Décadas depois, então, uma série de estranhos acontecimentos levam a inteligência americana, Optimus Prime e companhia a resgatar a espaçonave, que na verdade é Sentinel Prime. Mas tudo não passa de uma estratégia dos Decepticons. Para que? Uma breve olhada no currículo do diretor dá o spoiler por si próprio.

Cineasta que melhor representa o lado negro de Hollywood (entenda como aquele preocupado exclusivamente com bilheteria), Michael Bay entrega um trabalho no padrão que vem estabelecendo desde “Os Bad Boys” (1995): correria seguida de correria, a qual coloca em jogo a vida de muita gente, quando não de toda a humanidade. Aqui ele surge mais descontrolado do que nunca. E o roteiro de Kruger coopera para tanto. É megalomaníaco ao extremo, ao ponto de trazer um dos mais longos e torturantes clímax finais dos últimos anos, encerrado da maneira mais óbvia possível.

Se tiros, tiros e mais tiros não forem suficientes para você, satisfaça-se com lutas com alto grau de agressividade (entre robôs, claro) e estranhos vôos humanos. Sim, temos personagens humanos que voam entre prédios destruídos, escapando, claro, por um triz de um trágico destino. O triz, aliás, repete-se recorrentes vezes na película. Experimente contar quantas vezes o inimigo fica a um passo de sair vencedor. O “inesperado”, porém, faz questão de salvar os heróis. Na verdade, o trágico só acomete os infelizes coadjuvantes, com os quais pouco temos contato, evitando qualquer grande decepção emocional por parte do espectador.

Em termos narrativos, o roteiro pode até surpreender inicialmente com a pretensiosa inclusão da histórica missão de Apollo 11, com reconstituições do espaço lunar e de pronunciamentos presidenciais que não fazem feio. O passar dos minutos, no entanto, revela que o uso do fato que deu início à corrida espacial foi feito em vão, sendo um mero utensílio comercial que não encontra diálogo com o restante da trama. Um verdadeiro desrespeito para com os envolvidos com esse relevante fato da história americana.

Ao protagonista Sam (Shia LaBoeuf) é concedida uma participação menos relevante do que a das produções anteriores. Ele continua a se arriscar por seus amigos robôs, mas nada pode fazer, além de correr, quando toda a pirotecnia de Michael Bay toma conta do filme. Na verdade, Sam até possui alguma importância no primeiro ato, nos melhores momentos do filme, quando o roteiro exibe seus esforços para conseguir o primeiro emprego, enquanto a apaixonada namorada se sai bem melhor financeiramente do que ele. Por sinal, Rosie Huntington-Whiteley substitui sem prejuízos Megan Fox, no papel da gostosa cuja maquiagem e humor pouco se abalam depois de quase morrer, como deixa claro o diretor, em um longo plano do rosto da atriz que pode causar algumas risadas de deboche.

O elenco tem ainda um time de respeito, que costumava ser bem seletivo em suas escolhas até aceitarem participar de “Transformers 3”. Frances McDormand, John Turturro e John Malkovich escolhem as mais exageradas caricaturas para encarnarem seus personagens. Todos têm uma função cômica embaraçosa, tom que o roteiro insiste em incluir em demasia. Mas é com Ken Jeong que as tentativas de provocar risadas causam vergonha alheia. Já Patrick Dempsey é responsável por um dos piores e, certamente, o mais previsível personagem do filme.

Com US$ 190 milhões de orçamento, Michael Bay dedicou boa parte do dinheiro para a pós-produção, quando os efeitos especiais são inseridos. E aqui não se pode criticar o filme. Nesse quesito, “O Lado Oculto da Lua” não só supera seus antecessores, como traz os mais embasbacantes efeitos já produzidos, que ficam ainda mais impressionantes em 3D. Destruindo Washington e, principalmente, Chicago, Bay usa e abusa da câmera lenta, a mesma velocidade de raciocínio que exige de seu público. Que Harry Potter não siga pelo mesmo caminho e salve as férias!

Fonte: Cinema com Rapadura